31/07/2015

Entenda o pacote de “bondades” da Caixa e do Banco do Brasil




Muitos ainda estão comemorando o pacote de “bondades” da Caixa e do Banco do Brasil publicados na última semana.

Afim de esquentar um pouco os financiamentos residenciais, as instituições financeiras resgataram as regras da instrução normativa nº 58 de 04/12/2007 do Ministério das Cidades que regulamentou o programa especial de crédito habitacional ao cotista do FGTS, ou FGTS Pró-Cotista. Aliás, em tempos de “vacas magras” da caderneta de poupança, o mercado tem que buscar rapidamente um funding alternativo, senão corre o risco de colapso.

Veja abaixo os motivos que levaram a ascensão do FGTS Pró-Cotista:
Após a redução do percentual de financiamento para 50% em 04 de maio de 2015 pela Caixa e records de retirada de recursos da caderneta, o Governo iniciou a busca pelo substituto temporário da poupança. Antes uma linha dedicada para pequenos financiamentos, o FGTS Pró-Cotista tornou-se em 27 de maio de 2015, um paliativo para a retirada intensa de recursos da poupança. Neste dia, o conselho curador do FGTS aumentou o orçamento do Pró-Cotista para R$ 4,9 bilhões, ao invés dos míseros R$ 800 milhões destinados anteriormente.

Nota-se que na última semana, o Banco do Brasil anunciou uma linha de aproximadamente R$ 1 bilhão e a Caixa de R$ 4 bilhões. Entenderam que não foi “bondade” das instituições, e sim estímulo do conselho curador concedido há quase 2 meses?

Outra mudança foi o teto do FGTS Pró-Cotista. Até 2013, o financiamento estava limitado a imóveis de até R$ 500 mil. Uma decisão do governo elevou, à época esse limite para R$ 750 mil em MG, RJ, SP e DF, e até R$ 650 mil nos demais estados. No mesmo dia de maio, o conselho curador reduziu para R$ 400mil. O objetivo do FGTS Pró-Cotista é destinar recursos financeiros exclusivamente para trabalhador titular de conta vinculada do FGTS, e manter a sustentação do financiamento. Incentivar apenas a compra de imóveis até R$ 400 mil engessa a faixa acima que se vê dependente da captação e retirada dos recursos da poupança.

Outro motivo que estimulou a aceleração do uso do FGTS Pró-Cotista é que suas taxas se adequam às novas taxas de correção do fundo de garantia que serão votadas no retorno do recesso parlamentar. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), protocolou no dia 05 de maio de 2015 o projeto de lei que propõe a alteração do cálculo da correção do FGTS. Pela proposta os depósitos do FGTS seriam corrigidos com o mesmo índice previsto para a caderneta de poupança, a partir de janeiro de 2016. Atualmente a regra de capitalização do FGTS é de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Se aprovada, a nova lei elevaria o percentual para 6,17% ao ano mais a TR. Ou seja, o FGTS Pró-Cotista se salvaria, em contrapartida as menores faixas do Minha Casa Minha Vida ficariam comprometidas em virtude da baixa taxa de juros.

Em tempos difíceis o mercado precisa se adaptar às novas oportunidades. Com a escassez dos recursos da poupança, o FGTS brota como paliativo financeiro. Ainda com boas taxas de juros e alto percentual de financiamento, é uma ótima opção para tempos conturbados, entretanto não havia necessidade de se reduzir o teto de financiamento da linha. É um erro de estudo de mercado que incentiva um nicho de imóveis e trava outro. Enquanto isso os imóveis acima de R$ 400 mil terão que continuar se adaptando às regras do SFH e aos limites de percentual de financiamento, sem as “bondades” do FGTS Pró-Cotista.

Fonte: Resumo Imobiliário

Moisés Cainãn Gerente de Marketing | Diretor de Arte

Formado em Administração, Design Gráfico, Web Design e Pós-Graduado em Mídias Digitais é atualmente Gerente de Marketing e Diretor da Arte na Imobuy Imobilíaria.
marketing@imobuy.com.br

24/07/2015

Preço dos imóveis tem queda real no primeiro semestre do ano




São Paulo - O preço médio do metro quadrado dosimóveis no país registrou queda real de 4,45% nos seis primeiros meses do ano, segundo o Índice FipeZap.

A queda real acontece quando a alta no preço médio de um determinado bem é inferior à alta generalizada de preços, medida por índices inflacionários, como o IPCA.

De janeiro a junho, os preços tiveram alta de 1,38%, variação inferior à inflação estimada pelo IBGE para o período, de 6,10%.

O índice mostra também que nos últimos 12 meses encerrados em junho os preços subiram 4,52%, abaixo do IPCA esperado para o período, de 8,82%. É o sexto mês consecutivo no qual há queda real de preços em 12 meses. 

Pela oitava vez seguida, o índice também apresenta queda real na variação de preços mensal. Enquanto o metro quadrado subiu 0,13% em junho, a expectativa é de alta de 0,72% do IPCA para o mês.

No acumulado de 2015, 19 cidades do índice registraram variações menores do que a inflação, com exceção de Florianópolis, onde os preços subiram 6,66%. Niterói, Brasília e Curitiba tiveram queda nos preços nos primeiros seis meses do ano.

O Rio de Janeiro continua registrando o metro quadrado mais caro entre as 20 cidades pesquisadas pelo FipeZap, de 10.643 reais, seguida por São Paulo, onde o metro quadrado custa, em média, 8.593 reais. Já o preço médio do metro quadrado mais barato é registrado em Contagem (3.550 reais) e Goiânia (4.162 reais).

Veja, na tabela a seguir, a variação dos preços dos imóveis à venda nas 20 cidades acompanhadas pelo FipeZap. A lista foi ordenada de acordo com a variação em junho.

RegiãoVariação mensal junho/15Variação mensal maio/15Variação em 2015 (acumulada no ano)Variação anual (últimos 12 meses)
Florianópolis2,17%1,76%6,66%7,81%
Porto Alegre0,49%0,70%2,10%6,65%
Santo André0,35%0,47%2,35%7,44%
Brasília0,29%-0,04%-0,95%-0,69%
Campinas0,29%-0,65%2,218,08%
Santos0,27%0,59%2,39%6,58%
Contagem0,25%1,11%3,84%6,55%
Fortaleza0,25%0,69%3,50%5,62%
Salvador0,24%0,17%1,78%4,86%
São Caetano do Sul0,17%0,09%1,26%4,17%
Vitória0,13%0,80%3,40%9,40%
Índice FipeZap Ampliado (20 cidades)0,13%0,16%1,38%4,52%
São Bernardo do Campo0,12%-0,05%2,13%7,44%
São Paulo0,09%0,17%2,20%5,06%
Goiânia0,02%0,15%1,43%7,75%
Belo Horizonte0,03%0,13%1,31%7,25%
Rio de Janeiro0,01%-0,11%0,58%2,90%
Curitiba-0,03%0,38%-0,65%2,50%
Recife-0,04%0,10%0,30%3,29%
Niterói-0,33%-0,22%-2,32%2,03%
Vila Velha-0,77%0,37%1,73%6,66%

E agora veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade em junho de 2015:

RegiãoPreço médio do metro quadrado (R$)
Rio de Janeiro10.643
São Paulo8.593
Brasília7.969
Niterói7.684
Média Nacional7.608
Florianópolis6.178
Recife6.018
Belo Horizonte5.914
São Caetano do Sul5.701
Fortaleza5.681
Porto Alegre5.405
Campinas5.258
Vitória5.229
Curitiba5.161
Santo André4.999
Santos4.900
São Bernardo do Campo4.709
Salvador4.639
Vila Velha4.254
Goiânia4.162
Contagem3.550

O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.

Os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês.

Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Exame
Moisés Cainãn Gerente de Marketing | Diretor de Arte

Formado em Administração, Design Gráfico, Web Design e Pós-Graduado em Mídias Digitais é atualmente Gerente de Marketing e Diretor da Arte na Imobuy Imobilíaria.
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